unha
Partiu uma unha a contar as notas – deviam ser muitas – diria ele, se aqui estivesse. Era vermelha, da cor do baton que insistia em guardar na mala, partido. Dizia que recordava as noites, os colarinhos vulgares e os cigarros apagados. Era, enfim, a prova de uma memória verdadeira. (Um sorriso enrugado perdeu-se debaixo da máscara). Mas as notas afinal eram poucas e a unha – essa – talvez quem sabe, já estivesse partida, de uma outra vida, que se perdeu no início desta história.

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