quinta-feira, julho 12, 2007

Obrigada

Há horas de silêncio que queimam os dedos, enquanto as palavras se entranham nos cabelos. Percorres lentamente, na confusão dos sentidos entrelaçados, a minha pele. E nesta busca procuras o reverso de mim. Desesperas, recomeças, grito, esperas, choro, calas. E um abraço. Desfolhas mil vezes o malmequer da tua esperança, e vão caindo, dia-a-dia, cada uma das tentativas desencontradas de mim. E eu, fechada neste vidro invisível, protejo-me da dor que não existe, choro a alegria que foge. Estás tão perto agora. Obrigada.