domingo, outubro 22, 2006

- Senta-te aí nessa cadeira, sombra de memórias, para que te observe o contorno nítido.

- O amor move-se num plano que te transcende, não o tentes incluir na tua esfera do real.

- As recordações de ti são carne. Uma dor, que é felicidade. Não te movas. Guardo esse gesto como um segredo.

- Se sou sombra, não me defines por mim.

- És em mim. A tua existência são os teus dedos no meu corpo, o teu odor na minha pele. A tua necessidade de mim.

(a chuva funde os cabelos das vontades que se cruzam)