segunda-feira, julho 31, 2006

Cheira a chuva de novo. A alegria brinca com cócegas nos dedos dos teus pés. E o sonho mergulha na areia. Deixamo-nos enganar, alimentamos ilusões no mar que bate à janela, a querer entrar. Quando entra, inunda os corações dos solitários. Mas nunca fica mais que um espaço entre duas ondas. Só o cheiro do sal que se cola aos cabelos e às unhas, só o resto da areia entre os dedos. E nós sós.