para ti
Segredei-te ao ouvido os medos do mundo. E tu não fugiste. Comecei então a sonhar. Digo-te que, se alimentarmos um sonho com as ondas do mar e lhe dermos a provar palavras que te desenho com lâmpadas nos dedos, nos vamos perder. E todos os dias abro a janela para o mar – que agora é nosso – entrar. Gosto de te ver para lá da pele, gosto de te saber transparente, como a água que nos deixa um sabor a sal.
E tenho medo. O eterno medo. Mas sinto-te perto, à entrada daquele recanto perdido de mim. E acredito que se abrires as mãos e soltares os desejos, os meus olhos serão os teus. Gosto de saborear a melancolia das palavras que nos cercam. Gosto de te saber aí.
Se nos perdermos seremos felizes. Acredito.
E tenho medo. O eterno medo. Mas sinto-te perto, à entrada daquele recanto perdido de mim. E acredito que se abrires as mãos e soltares os desejos, os meus olhos serão os teus. Gosto de saborear a melancolia das palavras que nos cercam. Gosto de te saber aí.
Se nos perdermos seremos felizes. Acredito.

<< Home